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Da falta que tenho de me perder nos teus olhos verdes,

suar seu corpo magro,

evitar seu abraço forte.

sentir seu cheiro, moreno.

 

Do seu corpo pesado, sua risada gostosa.

Ouvir sua voz rouca pela manhã,

perder-me em seus braços torneados.

ler sua tatuagem.

 

Sua pele que nunca toquei,

a carne branca que nunca comi,

o cabelo loiro.

 

E até daqueles cachinhos.

E covinhas.

 

De ser de verdade.

Sinto saudade de não ter que sentir saudade de todos eles.

E dela.

 

Sinto saudade de dizer que gosto,

de amar sem armas, armaduras.

 

Ainda que seja a duras penas.

E pesares do peso inteiro de um corpo nu,

sem alma,

 

Quero a embriaguez do teu beijo, enquanto viajamos, sós,

entre nós de nossas pernas.

Mas quero de verdade.

 

Quero medir a profundidade dos teus olhos enquanto goza.

E enxergar mais que seu prazer.

Quero enxergar você.

 

Fiquei com vergonha de postar, mas é isso aí.

Verdades

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Carta a ComOrg Erea Pirenópolis

Acho que, na verdade, eu deveria escrever essa declaração a todos que fizeram parte desse encontro lindo. Mas presa a minha timidez, venho agradecer vocês, comorgs, por tudo que foi e ainda é esse encontro.

 Devo admitir que, por mais que eu tenha acreditado nesse projeto desde o ENEA Bauru, quando eu ainda não conhecia nenhum de vocês, apesar de ter apostado nessa temática, apesar de ter ido a outros encontros antes, eu ainda não sabia o que era um encontro de arquitetura.

 Eu ainda não sabia o que era acompanhar a produção de idéias, vibrar a cada novidade, contar os dias pra chegar junto. Eu nunca tinha visto uma cidade erea nua, nem acompanhado a construção dela em cada plaquinha, cada prego. Nunca tinha caído aos prantos numa plenária final…

 Um dia, eu não sabia nada, nada…

 Preciso agradecer a todos vocês, por tudo que eu aprendi nesses dias. Por terem me proporcionado uma gama de sentimentos e sensações que não caberiam descrever aqui. Por eu ter conhecido tanta gente interessante, inteligente, gostosa. Por eu ter voltado com tanta vontade de me dedicar aos estudos, porque todos somos estudantes de arquitetura. Por eu aprender mais sobre arquitetura vernacular, assitência técnica, EMAU’s, movimento estudantil, arquitetura, urbanismo, patrimônio. Por eu mudar minha visão sobre o que é a FeNEA. E por eu estar com crise de abstinência de banho de rio, de melzinho, e de pessoas!

 Obrigada, ComOrg, por vocês acreditarem na força de vocês, por serem os pioneiros no projeto desse encontro, e principalmente, por vocês me ajudarem na minha construção como pessoa. Porque eu finalmente entendi que um encontro é um processo. Que ele começa, se desenvolve, acontece, e não termina nunca, porque se torna parte de cada um.

 Perdão, por tanta BGzisse, ( que também é culpa da centro, principalmente do Iuri, rs)

Beijo no coração de cada um de vocês.

Natassia.

Sobre nós, pessoas.

No dia em que todos nós formos considerados PESSOAS, INDIVÍDUOS, não será necessário este dia, nem o dia do negro, nem o dia do “índio”.Já falei tanto sobre “feminismo” neste blog, que as vezes eu até canso de mim.

Queremos apenas ser cosideradas pessoas, com nossos pensamentos, desejos, liberdade de ir e vir… Direito a sexualidade (e isso significa poder dizer sim, e poder dizer não, e poder dizer: to a fim, chega aqui – claro, com o risco de ouvir um não, também). Direito a salários iguais!

Queremos ser vistas como cidadãs. Não estamos aqui pra enfeitar o mundo. Se você quiser perder seu tempo dando parabéns por tornarmos o mundo mais bonito, pode tomar no cú. Não precisamos disso. Precisamos que todos entendam, que nós somos GENTE.

Águas de Março.

Março chegou, e não foi devagar. Agora que tudo começa, peço para março, assim como pedi com Agosto, que seja gentil comigo. Que venham as águas de março, e lavem minha alma. Que me tragam paciência, maturidade, responsabilidade, e muitos sorrisos. Força de vontade. E coragem. Meu coração já transbordou tantas vezes, já explodiu, já desaguou, já expandiu… Agora eu só queria um pouquinho de calmaria. Queria me transformar num rio calmo, que corre acariciando seu leito, rumo ao encontro com o mar…

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Porque ainda transborda.

Bem que eu já vi em algum lugar, uma frase assim… a insustentável leveza do ser… E eu, que queria que fosse leve. O ser, e o amor… Ah, eu sei que eu sempre falo desse tal de amor, mas o que move a vida senão esse sentimento chato que espeta a gente… Inunda, dói, cura, dói de novo… Anestesia…

Eu queria tanto ser leve. Queria tanto dizer “eu te amo”. Mas não dá, o amor hoje só transborda. E só de pensar nessa frase. No peso dela. Saudade das brincadeiras de postar amor e da minha esperança no mundo. Nesse mundo egoísta, do qual eu faço parte. Com todo o egoísmo de quem ama. E quer tudo pra si. Todo o sentimento do mundo.

Saudade de ser leve, sem entender as consequências, de amar sabendo que vai vir dor depois, e achar que essa dor vale toda a pena do mundo. Mas eu já cansei de voar e cair no poço, sem para quedas. Cansei dos riscos e dos amores de estações. Das mentiras que a gente inventa e acredita. Do sonhar acordado, e construir junto. Ou tentar. 

Mas eu cansei de riscos, e envelheci. Porque essa leveza é realmente insustentável. E quando desequilibra, morre.

 

Porque meu coração transborda.

Porque amor, é passar por tudo que poderia e não poderia, e ainda ter aquilo dentro do peito.  Quando o sentimento sobra e faltam as palavras. Quando o encanto é comum e a dor é a mais forte. Quando você dá tudo mesmo sem receber nada. E quando você aprende que você pode tentar fazer o que for, e aquilo permanece ali. E você morre de raiva, no melhor estilo “10 things I hate about you”, mas sem o final feliz. Porque a vida não é uma comédia romântica, por mais que tenha seus momentos.

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